A Cidade

“Forasteiro, seja quem for, curioso ou misantropo
que entra os portões deste parque em hora de longa visita
e envereda por uma das alas que vão dar ao palácio,
desliga-se da sua época, se ainda possui um mínimo de imaginação e de sensibilidade,
e mergulha de súbito no 2º.Reinado,”

(Anuário do Museu Imperial)

cruz
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palacio de cristal
centro da cidade
catedral
praça da liberdade
trono de fátima
centro de cultura
terminal do centro
veu branco
teatro mariano
entrada dos esgotos
catrina
jardim secreto

Onde a noite guarda Petrópolis, e cada lugar observa você.

01.

Palácio de Cristal

Onde convites parecem celebrações, mas selam destinos.

02.

Hotel Quitandinha

Luxo antigo que ainda hospeda segredos que não partiram.

03.

o Museu Imperial

A história oficial repousa… a outra, observa em silêncio.

04.

Catedral São Pedro de Alcântara

Fé, ossos e ecos que não respondem mais aos vivos.

05.

Relógio das Flores

O tempo é decorativo… a noite segue outro ritmo.

06.

Palácio Amarelo

A política muda, mas certos acordos nunca envelhecem.

07.

Casa Santos Dumont

Pequena demais para conter tudo que já foi sussurrado ali.

08.

Rua

Teresa

Entre as vitrines, negociações nunca são sobre roupas.

09.

Trono de Fátima

Quem observa do alto nem sempre é visto de volta.

10.

Parque Nacional

A mata guarda caminhos que não constam em mapas.

11.

Centro Histórico

Passos ecoam em ruas que lembram mais do que deveriam.

12.

Antigo IML no cemitério

Há lugares onde o frio nunca foi apenas temperatura.

13.

Palácio Rio Negro

Residência de descanso que nunca ficou realmente vazia.

14.

Casa da Princesa Isabel

Há decisões antigas que ainda ecoam nos corredores.

15.

Praça da Liberdade

Liberdade é um nome… não uma garantia.

16.

Universidade Católica

Conhecimento circula, mas nem tudo é ensinado em salas.

17.

Rua do Imperador

Onde todos passam… e alguns são observados.

18.

Teatro Santa Cecília

Nem todo espetáculo acontece sob as luzes do palco.

19.

Cervejaria Bohemia

Entre brindes e risos, acordos são selados discretamente.

20.

Lago do Quitandinha

A superfície é calma… o reflexo nem sempre.

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MOrdaz Amor

Afeto e fome caminham lado a lado na noite. Entre sussurros e presas, promessas se tornam dívidas. E todo amor, quando mordaz, cobra em sangue.

06 / 06

2026

Crônicas

Histórias se entrelaçam como dívidas que ninguém esquece.
são consequências que permanecem.

2004.

Sujas de Sangue

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Antes da ordem, existia o excesso cru, direto, inevitável.
Lealdades eram frágeis, e nomes tinham peso apenas até a próxima noite. O que restou não foi esquecido… apenas escondido sob novas regras.

2025.

incólumes

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Alguns atravessam o caos sem uma marca visível.
Não por sorte, mas por saberem onde não estar… e quando.
Mas permanecer intacto sempre cobra um preço adiado.

2025.

turvo vidro

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Reflexos distorcidos moldam o que se acredita ser verdade.
A Corte observa, mas nunca revela tudo que vê.
E quanto mais se olha através do vidro, menos se entende.

2025.

Cortina de Retalhos

Em Andamento

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Dizem que havia duas superfícies intactas.
Uma límpida demais para ser real… Outra turva o suficiente para esconder tudo.
Ambas fingiam não se tocar. Mas a noite não respeita limites.

2026.

mordaz amor

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O que começa como desejo raramente termina como escolha.
Entre laços e presas, afeto se mistura à necessidade.
E no fim, amar é apenas outra forma de se ferir.

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